RS Mais Preparado
O Rio Grande do Sul está mais preparado para antecipar e responder a eventos meteorológicos extremos. São mais de dois anos de obras realizadas e de iniciativas e ações implementadas para proteger os gaúchos, com investimentos que superam R$ 15 bilhões do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs). O Plano Rio Grande é o programa criado para proteger a população, reconstruir o Estado e torná-lo ainda mais forte e resiliente após as enchentes de 2024. Por meio dele, somente na aquisição de equipamentos e tecnologia para as forças de segurança, já foram investidos cerca de R$ 1 bilhão, multiplicando a capacidade de pronta-resposta diante de eventos adversos.
Além disso, muitas outras medidas foram tomadas desde a maior catástrofe climática do Rio Grande do Sul. O efetivo técnico da Defesa Civil, por exemplo, foi ampliado em quatro vezes. Um novo radar meteorológico já opera em Porto Alegre e outros três foram contratados, com início de atuação previsto para os próximos meses – o que vai assegurar cobertura total do território gaúcho.
Com o investimento que foi feito, o governo já consegue antecipar – por meio de estudos inéditos de batimetria, da modelagem hidrodinâmica, da Rede de Monitoramento Hidrometeorológico e de outras ferramentas – o comportamento dos rios nos municípios com maior risco de inundação. Dessa forma, é possível orientar as prefeituras, com mais precisão, sobre as localidades que demandam remoção de famílias, antes de a chuva começar
Além disso, a Defesa Civil estadual já dispõe de manchas de inundação mapeadas para essas cidades, com diferentes níveis de alcance conforme a cota prevista de elevação dos rios. Para reduzir os riscos de alagamentos e minimizar os impactos provocados por chuvas intensas, foram investidos R$ 300 milhões no Desassorear RS. O programa já removeu mais de 4,5 milhões de metros cúbicos de sedimentos de rios, arroios, canais de drenagem e sistemas pluviais em 221 municípios. A iniciativa atua na recuperação da capacidade de vazão dos cursos d’água e representa uma das maiores ações de prevenção e adaptação climática já realizadas no Estado. A consolidação dos planos de contingência municipais foi outra importante ação na preparação do Estado. Diferentemente do cenário observado em 2023 e 2024, agora os 497 municípios gaúchos contam com planos estruturados de preparação e resposta a eventos meteorológicos extremos, com protocolos de atuação e orientações à população em situações de risco.
Os cidadãos também passaram a ter mais acesso a informações confiáveis como previsão do tempo, níveis dos rios em tempo real e alertas da Defesa Civil com a plataforma ClimaRS. E quem quiser se voluntariar para ajudar em eventos extremos, o governo criou a Plataforma de Voluntariado, ferramenta de cadastramento e gestão de voluntários conforme habilidades, disponibilidade e localização.
Mais resiliência
Em estradas e pontes, o Estado está investindo R$ 3,5 bilhões para qualificar a logística de municípios e regiões por meio de obras resilientes que não apenas recuperam trechos, mas reconstroem corredores estratégicos e preparam o Rio Grande do Sul para o futuro, deixando a população gaúcha mais segura e protegida. Estradas melhores encurtam distâncias, fortalecem a economia e potencializam o desenvolvimento.
A adaptação às mudanças climáticas também tem sido fortalecida por meio da ciência, da tecnologia e da inovação. O governo do Estado instituiu, dentro do Plano Rio Grande, o Comitê Científico de Adaptação e Resiliência Climática – que reúne 48 especialistas para subsidiar a formulação de políticas públicas baseadas em evidências – e criou o Centro de Referência Internacional em Estudos Relacionados às Mudanças Climáticas (Criec) – que promove pesquisas, cooperação internacional e o desenvolvimento de soluções inovadoras para enfrentar os impactos dos eventos climáticos extremos.
Além disso, o Estado investe na produção de conhecimento aplicado por meio do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento Voltado a Desastres Climáticos, que financia projetos científicos e tecnológicos voltados à prevenção, mitigação e resposta a desastres. As iniciativas reforçam a estratégia gaúcha de transformar pesquisa e inovação em ferramentas concretas para ampliar a resiliência do território, qualificar a tomada de decisões e proteger a população diante dos desafios climáticos atuais e futuros.
Por meio do Programa Fundo a Fundo da Reconstrução, o governo do Estado realizou o repasse direto de recursos para viabilizar obras de preparação e recuperação em municípios. Até o momento, já foram aprovados repasses que superam R$ 720 milhões para sistemas de proteção contra cheias em municípios como Porto Alegre, Canoas, Novo Hamburgo, Eldorado do Sul, Rio Grande, Gravataí, Pelotas, Esteio, São Sebastião do Caí, Sapucaia do Sul, São Leopoldo, São Lourenço do Sul, Alvorada e Cachoeirinha.
Atuação em todas as frentes
Entre as ações, é preciso destacar, ainda, a estruturação da Estratégia Integrada de Habitação, que reúne diversas políticas públicas. Com foco em agilidade, escala e segurança jurídica, a estratégia mobiliza instrumentos como atas de registro de preços, convênios e chamamentos públicos aos municípios, promovendo rapidez na resposta e ampliação das ações.
O Rio Grande do Sul também estruturou uma resposta baseada em reconstrução e resiliência da rede de saúde. Os investimentos incluíram recursos para recuperação emergencial de unidades, implantação de sistemas de proteção contra cheias e projetos de modernização, ampliação e construção de hospitais resilientes em diferentes regiões, fortalecendo a infraestrutura diante de eventos climáticos extremos.
O mesmo ocorreu com a rede estadual de ensino, que passou a trabalhar com o modelo de Escolas Resilientes, conjunto de iniciativas que tem como objetivo a preparação das instituições de ensino para a ocorrência de novos eventos climáticos extremos. Ele é composto por quatro eixos que direcionam o trabalho: Planos de Contingência Escolar, Infraestrutura Escolar Resiliente, Currículo Adaptado, além de Ações de Acolhimento e Escola Sensível ao Trauma.
Outra medida foi a criação da Divisão de Segurança de Barragens e Emergências, estrutura especializada responsável pela fiscalização e pelo monitoramento de barragens de usos múltiplos em todo o Rio Grande do Sul.